Cebolicultura

Cebola de São José do Norte e Rio Grande começa a chegar ao mercado

Área plantada na região ficou em 2.492 hectares com estimativa de colheita próxima a 69 mil toneladas

Divulgação Emater - Produtores intensificam a colheita na próxima semana

A colheita da cebola em Rio Grande e São José do Norte teve início esta semana. O litoral Sul é a principal região produtora no Estado com uma área de 2.492 hectares cultivados na safra 2022/2023 em 1.701 unidades produtivas localizadas em 15 municípios da região. A estimativa da colheita está próxima das 69 mil toneladas do produto, que já começa a chegar ao mercado.

De acordo com o extensionista da Emater Regional Pelotas, engenheiro agrônomo Evair Ehlert, São José do Norte é o maior produtor de cebola do Estado, tanto em área, número de produtores e produção total. "A cebolicultura é de extrema importância econômica para São José do Norte e também nas economias das famílias em Tavares e Rio Grande", diz.
Mil produtores de São José do Norte plantaram na safra 2022/2023, 1.650 hectares com a cultura. A estimativa de produção é de 49,5 mil toneladas.

Tavares e Rio Grande têm 235 e 200 hectares cultivados respectivamente por 171 e 135 famílias. A estimativa de produção nos dois municípios é de 8,22 mil e seis mil toneladas. Segundo o extensionista, a cebolicultura é cultivada 100% em propriedades com agricultura familiar.

De acordo com o extensionista da Emater de São José do Norte, engenheiro agrônomo Pedro Farias, cerca de 10% do total da área está colhida. "A perspectiva é de uma boa safra. As lavouras que foram implantadas estão em bom desenvolvimento e houve uma redução de área em torno de 10%", diz. Segundo ele, na virada para o mês de dezembro, a colheita se intensifica e se estende próximo ao período do Natal.

Houve também um pequeno atraso no transplante das mudas, geralmente realizado no início do mês de junho e foi a meados de agosto este ano, devido às condições climáticas do inverno rigoroso. "Além do clima, outra dificuldade para os produtores foram os altos custos de produção, com aumento no preço dos agroquímicos e fertilizantes". O custo por hectare gira em torno de R$ 22 mil, diz. "Se considerarmos que se colha 30 toneladas a R$ 1,50 mais da metade do resultado é custo", ressalta.

Em Rio Grande, a colheita iniciou esta semana, conta o extensionista da Emater local, Rogério da Silva. "O pico da colheita deve ocorrer a partir da próxima semana e a expectativa é de uma boa produção e qualidade", ressalta. Entre as principais dificuldades, ele cita o míldio, uma doença fúngica que ocorreu no final do ciclo reprodutivo, há duas ou três semanas. "A doença no entanto foi controlada, com certa dificuldade, mas não deve trazer prejuízos", afirma.

A cebola é cultivada em todo o município, exceto no Taim, com maior concentração de produtores nas Ilhas do Leonídeo e dos Marinheiros, diz. Os cerca de 135 produtores cultivam 200 hectares e têm uma produtividade média de 25 toneladas por hectare. "Na maioria das propriedades, a cebola é comercializada logo após a colheita", ressalta.

O principal destino da produção é a Ceasa e aqueles produtos que ficam abaixo da classificação de tamanho são vendidos no mercado local, em feiras, fruteiras e mercados da periferia da cidade, diz. "A produção em escala de áreas maiores são vendidas para os mercados de Pelotas, Porto Alegre e resto do Estado e país". A maior compradora hoje é uma empresa de Porto Alegre, ressalta.

Na região Sul, há cultivos ainda em Canguçu (200 hectares), Pelotas (83ha), São Lourenço do Sul (45ha), Turuçu (8ha), Morro Redondo (7ha), Herval (40ha), Jaguarão (3ha), Cerrito (5ha), Santa Vitória do Palmar (2ha), Chuí (1ha), Pinheiro Machado (10ha) e Amaral Ferrador (3ha). A segunda maior região produtora de cebola do Estado é a Serra.

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